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Quanto cobrar por texto? Formas de precificação do serviço de redator

O redator freelancer pode cobrar por palavra, por tipo de texto ou por hora. Os preços variam conforme a qualificação e experiência do profissional, o nicho e a complexidade do conteúdo. O valor médio por palavra varia de R$ 0,05 a R$ 0,30.

Uma dúvida comum entre redatores iniciantes é sobre quanto cobrar por texto.

De um lado, você fica com medo de espantar os clientes com preços altos, mas também não quer ser explorado.

E mesmo para quem já está na profissão há um tempo, é legal avaliar como anda o mercado, até para saber se não está cobrando barato demais.

Veja a seguir os principais métodos de precificação de textos e alguns fatores que devem ser considerados.

Quanto cobrar por um texto?

Existem duas formas principais de cobrar pelos serviços de redator freelancer:

Preço por palavra

Esse é o método de precificação mais utilizado entre os redatores, estabelecer um valor por palavra.

Sendo assim, quanto maior o texto (e mais aprofundado), mais caro.

Vamos supor que um redator fixe seu preço por palavra em R$ 0,10 (dez centavos). Então seus valores por texto ficam:

  • 500 palavras: R$ 50.
  • 1.000 palavras: R$ 100.
  • 1.500 palavras: R$ 150.
  • 2.000 palavras: R$ 200.

A principal vantagem desse método é que ele permite criar uma tabela fixa de preços, o que pode ser muito útil na hora de prospectar clientes.

O problema é que a complexidade de um texto e, consequentemente, seu tempo de produção, dependem de vários fatores além do número de palavras.

Preço por hora

A precificação por hora leva em conta o tempo que o texto vai levar para ser produzido.

Esse tempo é calculado a partir de fatores como a complexidade do tema e conhecimentos do redator na área, fontes que serão consultadas e tamanho do texto.

Exige que o redator web estabeleça, em primeiro lugar, o preço da sua hora de trabalho.

Esse valor pode ser calculado a partir do número de horas de trabalho por semana e o total que se quer receber no final do mês, levando em conta a experiência e qualificação do profissional.

Suponhamos então que você fixou sua hora em R$ 100. Desse modo, cada hora gasta na produção de um texto vai somar R$ 100 ao orçamento.

A desvantagem desse método é que nem sempre temos como estipular o tempo de produção de um material.

Logo, você pode fazer um orçamento achando que vai levar uma hora e meia para escrever um artigo e no final demorar seis.

Pacotes de textos

Embora não seja um método de precificação propriamente dito, alguns redatores consideram o volume de textos contratados na hora de orçar.

Uma redatora que cobra R$ 0,15 por palavra pode baixar para R$ 0,12 em pacotes a partir de dez artigos, por exemplo.

Redatores que trabalham com posts para redes sociais também costumam considerar o volume de publicações para definir o preço dos pacotes mensais.

Os pacotes podem incluir ainda serviços adicionais, como publicação dos textos no blog e inclusão de imagens.

Quanto cobrar por palavra?

Como expliquei, a precificação por palavra é a mais utilizada entre os redatores. Mas, afinal, quanto cobrar por palavra?

Olha, esse é um tema polêmico, que rende discussões acaloradas em grupos de redatores no Facebook…

Já vi anúncios de redatores cobrando R$ 0,02 por palavra. Isso mesmo, dois centavos, o que significa que um texto de 1.000 palavras sairia a R$ 20.

Em plataformas como Workana e 99 Freelas, também é comum ver projetos que pagam valores entre R$ 0,02 e R$ 0,04 por palavra ou menos.

Lembrando que essas plataformas ainda cobram uma taxa de comissão sobre os ganhos do freelancer.

Certo, mas, qual seria o valor justo então?

Não existe uma resposta exata para essa pergunta, como você já deve ter imaginado.

Hoje em dia eu utilizo como referência o valor de R$ 0,12 por palavra.

Digo que é um valor de referência porque sempre avalio a complexidade de cada projeto como um todo ao fazer um orçamento.

Conheço vários redatores experientes que cobram valores nessa faixa, entre R$ 0,10 e R$ 0,15 por palavra.

Mas o valor cobrado por palavra pode chegar a R$ 0,30, dependendo do tema, qualificação e nível de experiência do redator.

E nada impede um profissional de cobrar mais que R$ 0,30 por palavra, simplesmente essa é a faixa de preço que percebo no mercado hoje em dia, de R$ 0,05 a R$ 0,30.

Preço por tipo de texto

Quando falamos em precificação de textos, é normal pensar em escrita de artigos para blog, que costuma ser o serviço com maior demanda entre os redatores.

Entretanto, há outros tipos de texto que o redator pode oferecer como:

  • E-books.
  • Posts para redes sociais.
  • Descrições de produtos para e-commerce.
  • Textos institucionais para sites.

Nesses casos até dá para usar o valor por palavra como referência, mas, é obrigatório avaliar cada projeto individualmente.

Quando se trata de e-books, por exemplo, é um trabalho que exige muito mais pesquisa e planejamento do que um artigo para blog.

Já os textos institucionais exigem habilidades em copywriting, logo, também é justo cobrar mais por eles.

Quanto cobrar por posts para redes sociais?

O preço de um texto para postagens em redes sociais (Facebook, Instagram, LinkedIn etc.), pode variar de R$ 10 a R$ 50, em média, dependendo do tamanho e complexidade.

Tais valores se aplicam quando o redator vai apenas escrever o texto do post. Planejamento, postagem e criação da arte entram como serviços adicionais nesse caso.

Não costumo trabalhar com posts para redes sociais. Por isso, pedi ajuda a duas profissionais que têm experiência com esse formato para trazer valores de referência. Obrigada pela ajuda, Lívia Raizer e Fiamma Lira!

Quando mencionei o LinkedIn, me referi a postagens no feed. Artigos para o LinkedIn Pulse podem seguir a mesma lógica de precificação dos artigos para blog, por palavra ou por hora.

Serviços adicionais

Além de redigir textos a partir de pautas enviadas pelo cliente, o redator pode oferecer serviços adicionais, que devem ser cobrados à parte. Veja alguns exemplos de serviços adicionais:

  • Planejamento de pautas.
  • Inclusão de imagens nos artigos. .
  • Publicação dos artigos no site ou blog.

É importante deixar claro para o cliente o que está incluído no serviço ao estipular o preço, para evitar problemas no futuro.

Por exemplo, se o cliente vai enviar somente a palavra-chave principal de um artigo, em vez do briefing ou pauta completa, você tem o direito de incluir o valor do planejamento no preço final.

Quanto às imagens, mesmo que sejam de bancos gratuitos, demandam tempo de pesquisa, por isso, é justo cobrar a mais por elas.

Alguns redatores preferem já incluir uma imagem livre de direitos autorais em todos os artigos, como um brinde.

Quanto você quer (ou precisa) ganhar por mês?

No e-book Vivendo de Escrever, a autora Helga Bevilacqua defende que o redator freelancer não deve se basear nos valores praticados no mercado para determinar o preço de seus serviços.

Em resumo, Helga propõe que a precificação deve ser baseada no valor que você quer ganhar por mês.

E a sua meta de ganhos deve cobrir seu custo mensal, assim como as garantias que você precisa ter como freelancer.

Seu custo mensal é a soma de gastos com alimentação, moradia, transporte, estudos, lazer, enfim, todos os gastos que você tem para viver (e não apenas sobreviver).

Já as garantias incluem plano de saúde, composição mensal da reserva de emergência e reserva para as férias, já que, como freelancer ,você não tem esses benefícios pagos pelo empregador.

Por último, você deve dividir o total que pretende ganhar pelo número de dias de trabalho por mês, chegando ao valor que precisa faturar por dia.

Daria para fazer essa conta utilizando a precificação por palavra ou por hora? Daria, sem dúvida.

Ainda assim, achei válido citar essa abordagem, pois ela traz uma reflexão importante:

Se como redator freelancer você é um profissional independente, você tem liberdade para determinar o valor de seus serviços.

Sendo assim, seu preço por texto deve ser calculado a partir do retorno financeiro que você quer ou precisa para levar uma vida confortável, dentro dos seus padrões.

Aliás, o e-book também dá várias dicas de como agregar valor ao seu trabalho, para ganhar mais como redator freelancer. Super recomendo a leitura, principalmente aos iniciantes.

Se quiser dar uma olhada, basta clicar na imagem abaixo, que redireciona para a Amazon.

Devo avisar que, se você comprar por esse link, eu recebo uma comissão. Assim você me ajuda a manter o blog, sem pagar um centavo a mais por isso!

Meios de cobrança

Depois de falar sobre quanto cobrar, achei legal abordar também como cobrar pelos seus serviços de redação.

Quem trabalha por plataformas nem precisa se preocupar com esse assunto, pois todo o processo fica por conta do site e você só tem que escolher como sacar seus ganhos.

Mas, quando você negocia direto com o cliente, é preciso oferecer meios de pagamento que sejam práticos e seguros, para ambas as partes.

A primeira opção, acessível a todos, é a transferência bancária (ou PIX).

Basta informar os dados da sua conta ou chave PIX ao cliente para ele transferir o pagamento do serviço.

Existe a possibilidade de usar uma conta de pessoa física ou de pessoa jurídica.

Outra alternativa é o PayPal, que permite inclusive enviar faturas detalhadas, mesmo pela conta de pessoa física. Uma desvantagem é a taxa que o PayPal cobra sobre as transferências recebidas.

Se tiver CNPJ, você também pode emitir boletos de cobrança. Eu emito os meus pela conta PJ do Nubank.

Cobrar antes ou depois?

Fora das plataformas, o redator também corre o risco de escrever um texto para o cliente, entregar e não ser pago, ou seja, levar um calote.

Tendo isso em vista, surge a dúvida: cobrar antes ou depois da entrega do serviço?

Bem, também não posso dar uma resposta exata aqui, pois essa é uma escolha de cada profissional.

Alguns colegas cobram uma parte do valor na contratação do serviço (50%, geralmente) e o restante após a entrega e aprovação.

Prefiro cobrar somente após a entrega e aprovação e nunca tive problemas com calotes nesses quatro anos.

No máximo, precisei enviar um ou dois e-mails educados para lembrar algum cliente sobre o pagamento.

Como emitir nota fiscal sendo freelancer

Agências de conteúdo e empresas costumam exigir que o freelancer emita nota fiscal, especialmente em projetos contínuos.

Para emitir nota fiscal como redator, uma das opções é ter um CNPJ. E o jeito mais fácil, rápido e barato de ter um CNPJ é se formalizar como MEI.

Porém, apenas se formalizar como MEI não dá o direito de emitir notal fiscal.

Para isso, é preciso obter a inscrição municipal (alvará) junto à prefeitura da cidade onde você mora.

Geralmente o processo para MEI é simplificado e não inclui o pagamento de taxas, somente a apresentação de alguns documentos.

Depois de obter a inscrição municipal, você pode emitir nota fiscal eletrônica gratuitamente pelo sistema da própria prefeitura ou usar algum programa de gestão financeira.

A outra opção é emitir nota fiscal avulsa, caso o redator não queira ou não possa ter um CNPJ. Nesse caso, é preciso se informar sobre o processo de emissão na prefeitura da sua cidade.

Conclusão

Criar um bom conteúdo para a internet exige muita pesquisa, além da aplicação de certos conhecimentos e habilidades.

É um serviço qualificado e que deve ser cobrado como tal.

Como vimos, o método de precificação mais comum é por palavra e você pode considerar a faixa entre R$ 0,05 e R$ 0,30 na hora de cobrar, dependendo da sua experiência e qualificação como redator.

Aproveitei a oportunidade para falar ainda sobre meios de pagamento e emissão de nota fiscal, pois costumo ver muitos colegas em dúvida sobre essas questões.

Por fim, deixo claro que o objetivo desse artigo não é “colocar preço no serviço de outros redatores”.

Quis apenas oferecer uma referência, mostrando valores atuais, para ajudar quem está em dúvida.

O artigo foi útil para você? Acha que os valores que apresentei são justos? Me conta nos comentários!

14 comentários em “Quanto cobrar por texto? Formas de precificação do serviço de redator”

  1. Muito bom! Obrigado! Passei 12 anos em redações de jornais impressos que agora praticamente desapareceram. Agora estou tentando nesta área como redator freelancer.

  2. Barbara Lopes dos Lopes dos Santos Fonseca

    me ajudou bastante. Sempre fico na dúvida em quanto cobrar. O problema é que vejo muitos clientes querendo o valor mais baixo possível e querendo um artigo pra ontem. Complicado.

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