Quanto o redator freelancer deve cobrar por texto?

Uma dúvida comum entre redatores iniciantes é sobre quanto cobrar por texto.

De um lado, você fica com medo de espantar os clientes com preços altos, mas também não quer ser explorado.

E mesmo para quem já está na profissão há algum tempo, é legal avaliar como anda o mercado, até para saber se não está cobrando barato demais.

Conheça a seguir os principais métodos de precificação de textos e alguns fatores que devem ser considerados.

Como calcular o preço de um texto?

Existem duas formas principais de cobrar pelos serviços de redator freelancer:

Preço por palavra

Esse é o método de precificação mais utilizado entre os redatores, estabelecer um valor por palavra.

Sendo assim, quanto maior o texto (e mais aprofundado), mais caro.

Vamos supor que um redator fixe seu preço por palavra em 5 centavos. Então seus valores por texto serão:

  • 500 palavras: R$ 25
  • 1.000 palavras: R$ 50
  • 1.500 palavras: R$ 75
  • 2.000 palavras: R$ 100

A principal vantagem desse método é que ele permite criar uma tabela fixa de preços, o que pode ser muito útil na hora de prospectar clientes.

O problema é que a complexidade de um texto e, consequentemente, seu tempo de produção, dependem de vários fatores além do número de palavras.

Preço por hora

A precificação por hora leva em conta o tempo que o texto vai demandar para ser produzido.

Esse tempo é calculado a partir de fatores como a complexidade do tema e conhecimentos do redator na área, fontes a serem consultadas e tamanho do texto.

Exige que o redator web estabeleça, em primeiro lugar, o preço da sua hora de trabalho.

Esse valor pode ser calculado a partir do número de horas de trabalho por semana e o montante que se quer receber no final do mês, levando em conta a experiência e qualificação do profissional.

Suponhamos então que você fixou sua hora em R$ 50. Desse modo, cada hora gasta na produção de um texto vai somar R$ 50 ao orçamento.

A desvantagem desse método é que nem sempre temos como estipular o tempo de produção de um material.

Logo, você pode fazer um orçamento achando que vai levar uma hora e meia para escrever um artigo e no final demorar seis.

Pacotes de textos

Embora não seja um método de precificação propriamente dito, alguns redatores consideram o volume de textos contratados na hora de orçar.

Uma redatora que cobra 10 centavos por palavra pode baixar para 8 em pacotes a partir de dez artigos, por exemplo.

Redatores que trabalham com posts para redes sociais também costumam considerar o volume de publicações para definir o preço dos pacotes mensais.

Quanto cobrar por palavra?

Como expliquei, a precificação por palavra é a mais utilizada entre os redatores. Mas, afinal, quanto cobrar por palavra?

Olha, esse é um tema polêmico, que rende discussões acaloradas em grupos de redatores no Facebook…

Já vi anúncios de redatores cobrando 2 centavos por palavra. Isso mesmo, 2 centavos, o que significa que um texto de 1.000 palavras sairia a R$ 20.

Em plataformas como Workana e 99 Freelas também é comum ver projetos que pagam valores entre 2 e 4 centavos por palavra ou menos.

Lembrando que essas plataformas ainda cobram uma taxa de comissão sobre os ganhos do freelancer.

Certo, mas, qual seria o valor justo então?

Não existe uma resposta exata para essa pergunta, como você já deve ter imaginado.

Com base na minha experiência de quatro anos como redatora, acredito que o mínimo que se deve cobrar são 5 centavos por palavra, se você é um redator novato.

Hoje em dia eu utilizo como referência o valor de 10 centavos por palavra.

Digo que é um valor de referência porque sempre avalio a complexidade de cada projeto como um todo ao fazer um orçamento.

Conheço vários redatores experientes que também cobram esse preço, em média 10 centavos por palavra. Certamente há quem cobre mais caro.

Preço por tipo de texto

Quando falamos em precificação de textos, é normal pensar em escrita de artigos para blog, que costuma ser o serviço com maior demanda entre os redatores.

Entretanto, há outros tipos de textos que o redator pode oferecer como:

  • E-books.
  • Posts para redes sociais.
  • Textos institucionais para sites.

Nesses casos até dá para usar o valor por palavra como referência, mas, é importante avaliar cada projeto individualmente.

Quando se trata de e-books, por exemplo, é um trabalho que exige muito mais pesquisa e planejamento do que um artigo para blog.

Já os textos institucionais exigem habilidades em copywriting, logo, também é justo cobrar mais por eles.

Serviços adicionais

Além de redigir textos a partir de pautas enviadas pelo cliente, o redator pode oferecer serviços adicionais, que devem ser cobrados à parte. Veja alguns exemplos de serviços adicionais:

  • Planejamento de pautas (serviço que exige bons conhecimentos em SEO). Pode-se cobrar a partir de R$ 15 por pauta.
  • Inclusão de imagens nos artigos. O valor vai depender se as imagens são de bancos gratuitos ou pagos.
  • Publicação dos artigos no site ou blog. Dá para cobrar a partir de R$ 5 por publicação.

É importante deixar claro para o cliente o que está incluído no serviço ao estipular o preço, para evitar problemas no futuro.

Por exemplo, se o cliente vai enviar somente a palavra-chave principal de um artigo, em vez de uma pauta completa, você tem o direito de incluir o valor do planejamento no preço final.

Quanto às imagens, mesmo que sejam de bancos gratuitos, demandam tempo de pesquisa, por isso, é justo cobrar a mais por elas.

Alguns redatores preferem já incluir uma imagem livre de direitos autorais em todos os artigos, como um brinde.

Meios de cobrança

Depois de falar sobre quanto cobrar, achei legal abordar também como cobrar pelos seus serviços de redação.

Quem trabalha por plataformas nem precisa se preocupar com esse assunto, já que todo o processo fica por conta do site e você só precisa escolher como sacar seus ganhos.

Mas, quando você negocia direto com o cliente, é preciso oferecer meios de pagamento que sejam práticos e seguros para ambas as partes.

A primeira opção, acessível a todos, é a transferência bancária.

Basta informar o número da sua conta ao cliente e ele deposita o pagamento do serviço.

Existe a possibilidade de usar uma conta de pessoa física ou de pessoa jurídica.

Outra alternativa é o PayPal, que permite inclusive enviar faturas detalhadas, mesmo pela conta de pessoa física. Uma desvantagem é a taxa que o PayPal cobra sobre as transferências recebidas.

Se tiver CNPJ, você também pode emitir boletos de cobrança. Eu emito os meus pela conta PJ do Nubank.

Cobrar antes ou depois?

Fora das plataformas, o redator também corre o risco de escrever um texto para o cliente, entregar e não ser pago, ou seja, levar um calote.

Tendo isso em vista, surge a dúvida: cobrar antes ou depois da entrega do serviço?

Bem, também não posso dar uma resposta exata aqui, pois essa é uma escolha de cada profissional.

Alguns colegas preferem cobrar uma parte do valor na contratação do serviço (50%, geralmente) e o restante após a entrega e aprovação.

Prefiro cobrar somente após a entrega e aprovação e nunca tive problemas com calotes nesses quatro anos.

No máximo, precisei enviar um ou dois e-mails educados para lembrar algum cliente sobre o pagamento.

Também não costumo fazer contrato de prestação de serviço. Mas antes de fechar com o cliente sempre peço o número do CPF ou CNPJ (até porque preciso para emitir a nota fiscal).

Como emitir nota fiscal sendo freelancer

Agências de conteúdo e empresas em geral costumam exigir que o freelancer emita nota fiscal, especialmente em projetos contínuos.

Para emitir nota fiscal como redator, o primeiro passo é ter um CNPJ. E o jeito mais fácil, rápido e barato de ter um CNPJ é se formalizar como MEI.

Porém, apenas se formalizar como MEI não dá o direito de emitir notal fiscal. Para isso é preciso obter a inscrição municipal (alvará) junto à prefeitura da cidade onde você mora.

Geralmente o processo para MEI é simplificado e não exige o pagamento de taxas, somente a apresentação de alguns documentos.

Depois de obter a inscrição municipal, você pode emitir notal fiscal eletrônica gratuitamente pelo sistema da própria prefeitura ou algum sistema de gestão financeira.

Conclusão

Criar um bom conteúdo para a internet exige muita pesquisa, além da aplicação de certos conhecimentos e habilidades. É um serviço qualificado e que deve ser cobrado como tal.

Como vimos, o método de precificação mais comum é por palavra e você pode considerar a faixa entre 5 e 10 centavos na hora de cobrar, dependendo da sua experiência e qualificação como redator.

Aproveitei a oportunidade para falar ainda sobre meios de pagamento e emissão de nota fiscal, já que costumo ver muitos colegas em dúvida sobre essas questões.

Agora vou pedir sua opinião nos comentários: qual método você usa para precificar seus textos?

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